Quando apostar deixa de ser apenas entretenimento?
O problema não é definido somente pelo valor perdido ou pela frequência. O principal sinal é a perda de controle: a pessoa tenta reduzir ou parar, mas volta a apostar; passa a priorizar o jogo e continua mesmo percebendo consequências negativas.
O Ministério da Saúde descreve o transtorno do jogo como um problema de saúde relacionado à dificuldade de controlar o impulso de apostar, mesmo diante de prejuízos financeiros, familiares, profissionais e emocionais.
Sinais que merecem atenção
- gastar mais tempo ou dinheiro do que havia planejado;
- tentar recuperar perdas fazendo novas apostas;
- esconder valores, dívidas ou o tempo gasto nas plataformas;
- sentir irritação, inquietação ou ansiedade ao tentar parar;
- usar dinheiro destinado a contas, alimentação ou necessidades da família;
- afastar-se de pessoas, compromissos e atividades importantes;
- continuar apostando apesar de conflitos e prejuízos evidentes.
A avaliação deve considerar o conjunto das mudanças e ser realizada por profissionais habilitados.
Por que pode ser difícil parar sozinho?
Aplicativos disponíveis o dia inteiro, notificações, bônus, apostas em tempo real e a esperança de recuperar o dinheiro perdido podem manter o comportamento. Vergonha e medo de contar à família também podem atrasar o pedido de ajuda.
O que fazer agora
- Conte a alguém de confiança. O segredo tende a aumentar o isolamento.
- Reduza o acesso. Remova aplicativos, desative notificações e considere a autoexclusão das plataformas autorizadas.
- Proteja o orçamento. Evite novos empréstimos e organize as despesas essenciais com ajuda de alguém confiável.
- Procure avaliação. UBS, CAPS e profissionais de saúde podem orientar o cuidado adequado.
Onde buscar ajuda
O SUS oferece acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde e atendimento especializado nos Centros de Atenção Psicossocial. A Chácara dos Ypes também disponibiliza um canal de orientação para compreender a situação e explicar possibilidades de cuidado.
Se houver risco imediato à vida ou à integridade da pessoa, procure uma UPA ou pronto-socorro ou acione o SAMU pelo 192. O CVV atende gratuitamente pelo 188.
Fontes consultadas
Conteúdo informativo. Não substitui diagnóstico, consulta ou acompanhamento realizado por profissional habilitado.



